O poder da Alma.. Poder Infinito, revigora-me! No meu ser real sou forte, feliz e serena! "Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração!" Jeremias 29:13 Valéria..Lela..Val
terça-feira, 19 de março de 2013
sábado, 16 de março de 2013
Toques de Prosperidade ..
Prosperidade é a capacidade que todo ser possui de manifestar com simplicidade, convicção e elegância aquilo que, verdadeiramente, almeja o seu coração.
Quando ela é colocada a serviço da Vida e usada para o Bem, multiplica-se a prosperidade na vida daquele que a compartilha, em função do sentimento de gratidão daqueles que são beneficiados por ela.
A prosperidade é para você também! Acredite e lembre-se sempre disso!
Ninguém poderá afastá-la de você se tiver um objetivo claro em sua mente, cultivar um sentimento pleno de merecimento em seu coração e aplicar, praticamente, os toques essenciais das leis de prosperidade que o Universo oferece a você.
Eis aqui alguns toques para que aplique praticamente no seu dia-a-dia e inicie seus preciosos passos na direção da plena prosperidade em sua vida, e um mantra de poder ao final do texto, para que pelo menos três vezes ao dia o repita em voz alta, a fim de ancorar a energia de prosperidade ao seu redor.
TOQUES
Se quer prosperar seja positivo!
Conserve sempre em seus pensamentos uma imagem positiva de si próprio, pois
se olhar para si negativamente, é assim também que o mundo o verá.
Conserve sempre em seus pensamentos uma imagem positiva de si próprio, pois
se olhar para si negativamente, é assim também que o mundo o verá.
Se quer prosperar sinta-se capaz!
Elimine qualquer sentimento de incapacidade com relação ao seu potencial para fazer acontecer o que deseja. Sinta-se vitorioso do primeiro ao último passo de seu caminho não importa quantos dê.
Elimine qualquer sentimento de incapacidade com relação ao seu potencial para fazer acontecer o que deseja. Sinta-se vitorioso do primeiro ao último passo de seu caminho não importa quantos dê.
Se quer prosperar seja autoconfiante!
Jamais pense que não conseguirá alcançar as suas metas, pois mesmo que queira chegar, se não acreditar que chegará, a vitória não sorrirá para você.
Jamais pense que não conseguirá alcançar as suas metas, pois mesmo que queira chegar, se não acreditar que chegará, a vitória não sorrirá para você.
Se quer prosperar tenha fé inabalável!
Nunca cultive a crença de que é um derrotado, mas tenha sempre em mente que apenas aquele que crê, sem qualquer dúvida, nas seguintes afirmações:
Nunca cultive a crença de que é um derrotado, mas tenha sempre em mente que apenas aquele que crê, sem qualquer dúvida, nas seguintes afirmações:
“Eu Posso! Eu Busco! Eu Consigo! Eu Concretizo! Eu Colho! Eu Expando!
Eu Mantenho! Eu Me Alegro! Eu Agradeço!”, é quem chegará com êxito.
Eu Mantenho! Eu Me Alegro! Eu Agradeço!”, é quem chegará com êxito.
Se quer prosperar mantenha o entusiasmo!
Você é senhor das suas vontades, por isso, por maiores que sejam as dificuldades que possam surgir em seu caminho, não permita que furtem de ti a capacidade de manter um sentimento qualificado e auto-estima elevada rumo ao seu objetivo.
Você é senhor das suas vontades, por isso, por maiores que sejam as dificuldades que possam surgir em seu caminho, não permita que furtem de ti a capacidade de manter um sentimento qualificado e auto-estima elevada rumo ao seu objetivo.
Se quer prosperar agradeça sempre!
Como todas as coisas contribuíram para o seu crescimento, você deveria incluir todas as coisas em seu agradecimento.
(Wallace Wattles, 1860-1911)
Agradeça e verá multiplicar as suas bênçãos e valorizarem-se as suas conquistas.
MANTRA
Eu Sou Positivo… Eu Me Sinto Capaz…
Eu Sou Autoconfiante… Eu Tenho Fé Inabalável…
Eu Mantenho o Meu Entusiasmo, E Neste Momento…
Eu Dou Graças Por Todas As Coisas E Todas As Pessoas Que Me Fazem
Prosperar…
E Por Todas As Coisas E Todas As Pessoas Que Faço Prosperar A Partir De
Agora!
E Eu Só Aceito Isto Como Verdade!
Eu Sou Autoconfiante… Eu Tenho Fé Inabalável…
Eu Mantenho o Meu Entusiasmo, E Neste Momento…
Eu Dou Graças Por Todas As Coisas E Todas As Pessoas Que Me Fazem
Prosperar…
E Por Todas As Coisas E Todas As Pessoas Que Faço Prosperar A Partir De
Agora!
E Eu Só Aceito Isto Como Verdade!
Lembre-se sempre de que você não está só na sua primorosa jornada terrena.
Está iluminadamente acompanhado para realizar aqui todos os seus belos Planos Divinos!
Está iluminadamente acompanhado para realizar aqui todos os seus belos Planos Divinos!
via Somos Todos Um – Roberto Luz
quinta-feira, 14 de março de 2013
Lótus, símbolo sagrado..
YOGA - Sri Ananda Deha.
Om Namastê Om!! Saudações primaveris!!
O crisântemo é a flor do recolhimento e do lazer. A peônia, a flor da posição social e da riqueza. Mas o lótus é a flor da pureza e da integridade.
O lótus é planta nativa de uma região que compreende a Ásia Central e a India, indo até a China e o Japão, encontrando condições favoráveis para se desenvolver tanto em climas subtropicais como temperados. Seu nome científico é Nelumbium speciosum e é planta conhecida por ser a mais invocada como símbolo religioso e filosófico do mundo. Existem lótus silvestres nos lugares mais inexplorados da Ásia, mas a grande maioria serve para fins comerciais e ornamentais.
A primeira identificação conhecida do lótus com uma divindade é a imagem de uma deusa trazendo essa flor nos cabelos, desenterrada no vale do Indo, com idade calculada em 3000 ªC. No Rig Veda (uma das grandes partes das escrituras sagradas da filosofia indiana – Os Vedas), a deusa é descrita como tendo nascido de uma dessas flores, que também lhe fazem uma grinalda. Uma flor de lótus serve-lhe de pedestal. A mitologia dos brâhmanes assegura que o Criador (Brahma) “nasceu de um lótus que brotou do umbigo de Vishnu, durante profunda meditação”.
Os yogues consideram Padmasana – ou a pose do lótus – a postura ideal para Meditação (figura abaixo), em face de seus extraordinários efeitos psíquicos, que induzem mais facilmente ao recolhimetno interior e à elevação do Espírito. Padmasana produz grande equilíbrio de todas as correntes do corpo. Durante a prática, os impulsos fisiológicos são neutralizados. As atividades psíquica, mental e espiritual adquirem maior agilidade.
NA CHINA
Consta que na China, no passado remoto, as crianças deviam decorar essa definição da flor do lótus, que lhes ensinava sobre como identificar o homem pefeito: “Brota do lôdo da terra mas não vem conspurcada. À procura da luz do dia, eleva-se acima da superfície da água e exibe sua beleza imaculada, inviolada pela escuridão que atravessou. Esta nobre flor simboliza a alma do homem perfeito”.
Nobreza que até hoje continua sendo lembrada, com o crescimento dos lótus dos fundos lodosos de inúmeros lagos e lagoas, tanques de pagodes e vasos de barro. Há milênios, o lótus representa a Divindade, a Beleza e Pureza femininas, a Ressurreição, o Desapego e o Sol.
SÍMBOLO BUDISTA
O lótus tornou-se um dos primeiros símbolos religiosos do Budismo, há cerca de dois mil anos. Diz a lenda que, quando o príncipe Sidharta Gautama (que viria ser o Buda, ou o Iluminado) nasceu, logo caminhou sete passos, em cada qual brotou uma flor de lótus. Nas descrições da figura humana do Buda, este geralmente surge representado sentado sobre uma dessas flores desabrochadas, em padmasana, ou a postura do lótus.
O Budismo levou o lótus a quase todos os cantos da Ásia. Está nos grandes pagodes em Borobudur, na ilha de Java, em Pagan, na Birmânia, em Sukhotai, na Tailândia, em Angkor Wat, no Camboja. Nas estregas do Sri Lanka, nos cestos fúnebres de Bali ou em amuletos do Tibet. Diz-se que nenhuma outra planta conseguiu unir, assim, harmoniosamente, as diversas culturas asiáticas.
No Tibet, o lótus inspirou o conhecido mantra: Om mani padme hum – Possa a minha alma ser como a preciosa gota de orvalho que jaz na borda da folha de lótus antes de cair na obscuridade pacífica do lago.
"É necessário que se perceba a simplicidade,
não a simplicidade exterior,
mas a simplicidade daquele estado
em que não há nenhum esforço para chegar,
em que não é necessária nenhuma luta para se ser algo ou alguém,
o que equivale a ser como uma flor;
a flor é ela própria perfume, beleza, sem nenhum esforço nem luta.
A mente que luta para alcançar a eterna beleza
daquele perfume nunca será capaz de conhecê-la."
não a simplicidade exterior,
mas a simplicidade daquele estado
em que não há nenhum esforço para chegar,
em que não é necessária nenhuma luta para se ser algo ou alguém,
o que equivale a ser como uma flor;
a flor é ela própria perfume, beleza, sem nenhum esforço nem luta.
A mente que luta para alcançar a eterna beleza
daquele perfume nunca será capaz de conhecê-la."
Krishnamurti,
As ilusões da mente.
As ilusões da mente.
Luz e Paz !
A Dádiva do Amor ..
Um ótimo video para aquietar a mente, meditar...Agradecer pelo dom da vida e
pela dádiva do Amor!
Obrigada Senhor , por mais um dia!
Luz e Paz!
quarta-feira, 13 de março de 2013
TESE DE GURDJIEFF - 20 Regras de Vida ..
Tese de um pensador russo chamado Gurdjieff, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver. Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente vale como principal". Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris. Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade interna. Ei-las:
1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2) Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaura.
5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
8) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
9) Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto há ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
11) Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo ... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
19) Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!
20) E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente:Você é o que se fizer ser!
domingo, 10 de março de 2013
Domingo de Poesias ..
A FLOR E A NÁUSEA
(por Carlos Drummond de Andrade)
“Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
É feia. Mas é flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.”
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
É feia. Mas é flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.”
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.”
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.”
“Quando perderes a gosto humilde da tristeza,
Quando nas horas melancólicas do dia,
Não ouvires mais os lábios da sombra
Murmurarem ao teu ouvido
As palavras de voluptuosa beleza
Ou de casta sabedoria;
Quando nas horas melancólicas do dia,
Não ouvires mais os lábios da sombra
Murmurarem ao teu ouvido
As palavras de voluptuosa beleza
Ou de casta sabedoria;
Quando a tua tristeza não for mais que amargura,
Quando perderes todo estímulo e toda crença,
- A fé no bem e na virtude,
A confiança nos teus amigos e na tua amante,
Quando o próprio dia se te mudar em noite escura
De desconsolação e malquerença;
Quando perderes todo estímulo e toda crença,
- A fé no bem e na virtude,
A confiança nos teus amigos e na tua amante,
Quando o próprio dia se te mudar em noite escura
De desconsolação e malquerença;
Quando, na agonia de tudo o que passa
Ante os olhos imóveis do infinito,
Na dor de ver murcharem as rosas,
E como as rosas tudo o que é belo e frágil,
Não sentires em teu ânimo aflito
Crescer a ânsia de vida como uma divina graça:
Ante os olhos imóveis do infinito,
Na dor de ver murcharem as rosas,
E como as rosas tudo o que é belo e frágil,
Não sentires em teu ânimo aflito
Crescer a ânsia de vida como uma divina graça:
Quando tiveres inveja, quando o ciúme
Cristar os últimos lírios de tua alma desvirginada;
Quando em teus olhos áridos
Estancarem-se as fontes das suaves lágrimas
Em que se amorteceu o pecaminoso lume
De tua inquieta mocidade:
Cristar os últimos lírios de tua alma desvirginada;
Quando em teus olhos áridos
Estancarem-se as fontes das suaves lágrimas
Em que se amorteceu o pecaminoso lume
De tua inquieta mocidade:
Então sorri pela última vez, tristemente,
A tudo o que outrora
Amaste. Sorri tristemente…
Sorri mansamente…em um sorriso pálido…pálido
Como o beijo religioso que puseste
Na fronte morta de tua mãe…Sobre a tua fronte morta…”
A tudo o que outrora
Amaste. Sorri tristemente…
Sorri mansamente…em um sorriso pálido…pálido
Como o beijo religioso que puseste
Na fronte morta de tua mãe…Sobre a tua fronte morta…”
“Quero morrer de noite.
As janelas abertas
Os olhos a fitar a noite infinda
As janelas abertas
Os olhos a fitar a noite infinda
Quero morrer de noite.
Irei me separando aos poucos
Me desligando devagar.
A luz das velas envolverá meu rosto lívido.
Irei me separando aos poucos
Me desligando devagar.
A luz das velas envolverá meu rosto lívido.
Quero morrer de noite.
As janelas abertas.
Tuas mãos chegarão aos meus lábios
Um pouco de água
E os meus olhos beberão a luz triste dos teus olhos.
Os que virão, os que ainda não conheço.
Estarão em silêncio,
Os olhos postos em mim.
As janelas abertas.
Tuas mãos chegarão aos meus lábios
Um pouco de água
E os meus olhos beberão a luz triste dos teus olhos.
Os que virão, os que ainda não conheço.
Estarão em silêncio,
Os olhos postos em mim.
Quero morrer de noite.
As janelas abertas,
Os olhos a fitar a noite infinda.
As janelas abertas,
Os olhos a fitar a noite infinda.
Aos poucos me verei pequenino de novo, muito pequenino.
O berço se embalará na sombra de uma sala
E na noite, medrosa, uma velha coserá um enorme boneco.
Uma luz vermelha iluminará um grande dormitório
E passos ressoarão quebrando o silêncio.
Depois na tarde fria um chapéu rolará numa estrada…
O berço se embalará na sombra de uma sala
E na noite, medrosa, uma velha coserá um enorme boneco.
Uma luz vermelha iluminará um grande dormitório
E passos ressoarão quebrando o silêncio.
Depois na tarde fria um chapéu rolará numa estrada…
Quero morrer de noite.
As janelas abertas
Minha alma sairá para longe de tudo, para bem longe de tudo.
As janelas abertas
Minha alma sairá para longe de tudo, para bem longe de tudo.
E quando todos souberem que já não estou mais
E que nunca mais volverei
Haverá um segundo, nos que estão
E nos que virão, de compreensão absoluta.”
E que nunca mais volverei
Haverá um segundo, nos que estão
E nos que virão, de compreensão absoluta.”
ANOITECER
“É a hora em que o sino toca,
mas aqui não há sinos;
há somente buzinas,
sirenes roucas, apitos
aflitos, pungentes, trágicos,
uivando escuro segredo;
desta hora tenho medo
É a hora em que o pássaro volta,
mas de há muito não há pássaros;
só multidões compactas
escorrendo exaustas
como espesso óleo
que impregna o lajedo;
desta hora tenho medo.
É a hora do descanso,
mas o descanso vem tarde,
o corpo não pede sono,
depois de tanto rodar;
pede paz – morte – mergulho
no poço mais ermo e quedo;
desta hora tenho medo.
Hora de delicadeza,
gasalho, sombra, silêncio.
Haverá disso no mundo?
É antes a hora dos corvos,
bicando em mim, meu passado,
meu futuro, meu degredo;
desta hora, sim, tenho medo.”
O HAVER
(por Vinícius de Moraes)
“Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo:
— Perdoai! — eles não têm culpa de ter nascido…
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo:
— Perdoai! — eles não têm culpa de ter nascido…
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia de simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Da matéria em repouso, essa angústia de simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano, ou essa súbita alegria
Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano, ou essa súbita alegria
Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de sua inútil poesia e sua força inútil.
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de sua inútil poesia e sua força inútil.
Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa tola capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem de comprometer-se sem necessidade.
De pequenos absurdos, essa tola capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem de comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo esse desejo de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje.
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo esse desejo de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
E transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta essa obstinação em não fugir do labirinto
Na busca desesperada de alguma porta quem sabe inexistente
E essa coragem indizível diante do Grande Medo
E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva.
Na busca desesperada de alguma porta quem sabe inexistente
E essa coragem indizível diante do Grande Medo
E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem história
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do próprio reino.
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem história
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do próprio reino.
Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento
Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável
Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços
E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.
Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável
Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços
E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio
Pelo momento a vir, quando, emocionada
Ela virá me abrir a porta como uma velha amante
Sem saber que é a minha mais nova namorada.”
Pelo momento a vir, quando, emocionada
Ela virá me abrir a porta como uma velha amante
Sem saber que é a minha mais nova namorada.”
Obrigada Senhor, por mais um dia!
Luz e Paz
Uma semana abençoada a todos!
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