sexta-feira, 14 de junho de 2013

Gotas de Felicidade..

© Letícia Thompson


Há pessoas que desistem da felicidade. Renunciam, como quem renuncia a um prêmio não merecido.


Mas essa renúncia não se faz de forma consciente e clara. Ninguém diz:à partir de agora não quero mais ser feliz. 
Não. O que acontece é bem pior, pois a pessoa não se dá conta do perigo que se instalou dentro dela. Abandonar-se é afastar de si as probabilidades de momentos que poderiam ser eternos e inesquecíveis.

  São tantas as marcas deixadas pelas decepções, tantas feridas que nunca chegam a cicatrizar, tanta dor latente, que o que acontece é que perdemos a capacidade de acreditar nas coisas boas.

  Dizemos que amor verdadeiro não existe, que pessoas com as quais sonhamos não existem, que da vida não esperamos mais nada.
   Nos resignamos a viver o dia-a-dia como se não tivéssemos outra opção.

  Não vemos mais a felicidade como objetivo, mas como oportunidade perdida de maneira irremediável. Morremos de inveja quando vemos alguém feliz, mas não tomamos a decisão de na manhã seguinte partirmos para a luta por uma conquista cara ao coração. Deixamos de dar valor mesmo ao que já faz parte da vida e que contribui, de maneira ou de outra, a manter a razão da existência.

  Mas felicidade não é um todo e nem tampouco algo de uma vez por todas. Felicidade são gotas de bons momentos que passamos aqui e ali, são horas agradáveis que desfrutamos com as pessoas que são importantes pra nós, são coisas que ficam gravadas no nosso coração pra sempre para manter-nos de pé quando a maré estiver baixa. 
Raras são as pessoas que podem afirmar que nunca tiveram um momento de verdadeira felicidade.
Ricos são os que guardam esses momentos e os reavivam na hora certa. 
Tristes são as pessoas que os jogam fora e deixam que percam de valor empoeirados em um recanto qualquer da vida.

  Felicidade não é nenhuma recompensa, é um direito natural de todo ser humano.
  Se você já foi feliz um dia, mesmo que por um momento, isso pode encher seu coração de esperança.
  Porque o sol volta, a chuva volta, mesmo as tempestades voltam, mas os bons momentos voltam também.

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